Por mais voltas que dê acabo sempre por não atingir a verdade. Mas eu vou ousar tentar! A paixão, conjunto de circunstâncias, desde o mínimo movimento do nosso dedo mindinho às duas horas antes de ela aparecer, à reacção química que ocorre no cerébro à casualidade da caneta cair ao chão com o nosso nervosismo. Não é mais do que o que é: nada. Circunstância. Mera acção num espaço e num tempo. Nada mais. Não há diferença entre uma paixão e um carregamento de palha ir caindo à medida que a carroça avança.
Já o sentido eu atribuímos às coisas é nulo e não muda o rumo ou os factos da realidade. Muda a forma como os vemos e uma ou outra reacção. Mas nada deixa de existir na sua forma mais pura.
Algures em 2007
