Tempo, só é preciso tempo, para cometer a
Traição acesa com um sopro de
Paixão, basta um
Momento que apaga a
Memória, deixando um rasto inalterável de
Rancor, por perder toda a
Glória, que se via tão pura no
Amor.
domingo, 31 de dezembro de 2006
sexta-feira, 29 de dezembro de 2006
Interno este desejo tão legítimo
Dos abraços em teus braços
Teus olhos ondeiam no meu íntimo
As verdades são o sussurro último
No derrube aos últimos passos.
Perto do fim, perto do fim
Ouvem-se vozes mal ouvidas
Sentem-se ferozes em mim
As tuas mãos arrefecidas
Por
Olavo Pinto
às
21:43
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domingo, 24 de dezembro de 2006
Quero o estalar
Da madeira
E o paladar
De cada estrela
Inteira.
Quero esse manto
Negro que nos cobre
Num ondear triste e pobre;
Por enquanto!
O sol nasce,
E a lua faz-se
Cinza…
Porque não esperaste
Por entre a brisa?
Por
Olavo Pinto
às
03:25
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domingo, 17 de dezembro de 2006
...todas as festas futuras!
As portas fecham-se e as janelas deixam-se smiabertas para entrar o ar e não corrermos o risco de sufocar dentro por falta do que é fora.
Por
Olavo Pinto
às
18:37
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Brilho humano
Clara Certeza
Carne inteira percorrida pelo sangue
A tua voz era minha!
Quero de volta o meu olhar
Ou então tragam até mim a prova de que algo espera pelo vento trazido pela janela aberta.
***
Onde estou onde me encontro?
Quando me perderei onde não sou
Nem eu, nem nenhum outro,
Um eu melhor que alguém pensou?
Ainda acredito no que não vejo
Mas pouco tempo já me resta,
Já nascido lacrimejo
Ao ver que nascer não basta.
***
Ninguém pensa como eu,
Nem mesmo eu assim penso.
Mas encontro força e senso
Para saber que nasceu
No seio de mim algo mais
Que aquilo que se perdeu
Pelos ventos irreais.
Por
Olavo Pinto
às
18:27
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segunda-feira, 11 de dezembro de 2006
Défoncé
Défoncé, caminho sozinho, procurando algo que se torne tu nas minhas mão molhadas pelo suor que se subleva na minha pele. Saem gritos que se estilhaçam no ar, procurando atingir ouvidos que decriptem a poção para a paixão violenta que se barricou em mim. Exagero dizem. Talvez. Isto são mentiras de pequenos segundos que me passam frente aos olhos quando tu não estás e eu insisto em te ver. Isto são palavras que eu digo a mim mesmo para me convencer que algo vale de facto a pena. Isto sou eu, sombra falsa de uma realidade necessária.
Por
Olavo Pinto
às
18:36
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