Vieste, na tua posante sedução
Pelas linhas afectas da feição,
Perdida nas ruas rectas da razão,
Encontrando a lua distante neste chão.
E eu, criado da vontade e do desejo,
Plácido e estonteado em teu beijo,
Cego pela luz dessa rotina,
Triste pela feliz orla da neblina,
Tentei não te encontrar perto do fim.
Procurei fugir para te encontrar,
Tentei fingir que te encontrava.
E encontrei a fuga que em mim
Só no silêncio da verdade se mostrava.
Procuro, ainda hoje, essa ambição,
De ambicionar mais que esta existência,
Formar no ar castelos de paixão
E ter em mim toda a ciência.
Mas os dados do jogo deste amor
Jogam no prazer de qualquer leito
De nem saber que nada sei, deste meu gosto
Pelo sublime defeito do teu rosto
De crime perfeito.
segunda-feira, 9 de outubro de 2006
sábado, 7 de outubro de 2006

O fim da festa,
Que coisa mais triste e nefasta.
A minha alma afasta
A mente, e queima e arrasta
O meu corpo, que quer mas não basta.
Vida. Noite, adormece-me mais uma vez,
Conta-me essa história repetida loucamente,
Essa história sibilante da nossa pequenez
Vangloriando a voz que se esvai humanamente
Fim.
Começo.
Sim.
Reconheço a tua voz.
Paixão. Morte. Motivo.
Colar de pérolas atroz,
Estrangulamento passivo.
Desejo. Fé. Raciocínio.
Meramente vontade
De soerguer a verdade
Ao pôr-do-sol do declínio.
Por
Olavo Pinto
às
03:41
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terça-feira, 3 de outubro de 2006
Só a nós cabe
A realidade
Destruída
Reconstrói-se.
Só a nós cabe
Essa ambição.
Falam-nos múrmuros
Rostos tapados
Nossos passos.
Só a nós cabe
Segui-los.
Dizem-nos calmos
Espíritos outros
Nosso Destino.
Só a nós cabe
Tê-lo.
Dançam as mãos
Brincam os olhos
No espaço.
Só a nós cabe
Pousá-los.
(Foto: Fonte da Moura, Forte de S. Neutel, Chaves.)
Por
Olavo Pinto
às
20:04
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O Cheiro Deste Livro Excita-me
Por
Olavo Pinto
às
23:23
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Amo-te*
*sujeito a alterações sem aviso prévio.
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Olavo Pinto
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20:32
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Olavo Pinto
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